Como nasce um paradigma
- 24 de nov. de 2024
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Um grupo de cientistas prendeu cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.
Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.
A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, da qual foi rapidamente retirado pelos outros, que o surraram.
Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.
Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, o primeiro substituto participou, com entusiasmo, da surra ao novato.

Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
– Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...
“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito” (Albert Einstein).
Assim, nós vemos o mundo com as lentes construídas a partir das experiências que vivemos e das informações que acumulamos ao longo de nossa vida.
O professor e consultor norte americano Stephen R. Covey, enquanto pesquisava e preparava programas sobre comunicação e percepção, para os participantes do programa de desenvolvimento para executivos da IBM, interessou-se especialmente pelo modo como a percepção se forma e como determina a maneira como vemos as coisas, e como a maneira como as vemos determina nosso comportamento.
Covey aprendeu que precisamos olhar através das lentes que usamos para ver o mundo tão bem como para o mundo propriamente dito, e que essas lentes nos mostram como interpretamos o que vemos.
Aprendeu ainda que a forma como ele e sua mulher tentavam ajudar um de seus filhos, que tinha sérios problemas de desenvolvimento e de relacionamento, estava errada. Por mais que insistissem em atitudes e comportamentos, seus esforços eram ineficazes porque, apesar de suas ações e palavras, a mensagem real que emitiam era “você não é capaz, você precisa ser protegido”.
Finalmente Stephan Covey e sua mulher perceberam que se quisessem mudar a situação precisavam primeiro mudar a si próprios e, para mudar efetivamente o seu modo de ser, precisavam primeiro mudar sua percepção.
Para que possamos ver as retificações de registro sob uma ótica jurídica diferente da tradicional, na qual praticamente nada podia ser feito sem prévia autorização judicial, precisamos voltar a Covey para entender dois mecanismos formadores de opinião, que são a ética do caráter e a ética da personalidade. (história extraída do artigo do Dr. Helvécio Duia Castello: Retificação de registros: a nova sistemática adotada pela lei 10.931 , Publicado no Site do IRIB)



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